Minhas 10 melhores dicas para manter uma alimentação e um peso saudável em viagens

Minhas 10 melhores dicas para manter uma alimentação e um peso saudável em viagens

Viagens são uma delícia, não é? Eu sou suspeita, pois nada me faz tão bem na vida do que sair um pouco da rotina e conhecer lugares novos. Se for com a minha família então, melhor ainda!

Eu viajo bastante, pois sei o quanto esse é um dos melhores investimentos que posso fazer na minha saúde. Justamente porque me faz muito bem e porque gosto tanto.

Mas, com tantas viagens, como eu faço para manter uma alimentação saudável e evitar que o saldo final seja alguns quilinhos a mais? Muitas pessoas me perguntam isso!

Por isso, vou dividir aqui com vocês alguns dos meus segredinhos para aproveitar sem “chutar o balde”.

1. Escolha seus “furos” com sabedoria.

Acho super importante desligar um pouco a cabeça de qualquer tipo de regras e obrigações. Afinal, é para isso que viagens servem, não é?

Mas isso não significa comer tudo que quiser.

Eu já fiz isso e o resultado não foi legal! Até a viagem em si foi prejudicada: me sentia pesada, lenta e estufada.

Não vale a pena!

O que eu faço hoje é tentar equilibrar.

Autoconhecimento é fundamental nessa hora – é importante entender o que é fundamental para você.

Eu, por exemplo, vivo bem longe de pães e massas. Mas não abro mão do vinho e dos doces.

Então escolho os que mais gosto para consumir com moderação.

Assim não é um pé na jaca sem limites, rsss.

Prefiro comer peixe com legumes, para poder tomar uma taça de vinho.

E prefiro comer um docinho de vez em quando a comer o couvert todos os dias.

Assim, com uma mistura de boas escolhas e excessos pontuais, encontramos o equilíbrio.

2. Equilibre as refeições ao longo do dia

Exagerou no almoço? Tente escolher pratos mais leves no jantar (ex.: proteínas e vegetais ou uma grande salada).

Se o café da manhã foi o problema, faça escolhas saudáveis nas outras refeições.

Novamente, o equilíbrio traz a liberdade

3. Faça um café da manhã inteligente

Se a sua maior dificuldade é o café da manhã, escolha um ou dois dias para comer algumas das coisas de que você gosta.

Afinal, buffet de hotel é sempre uma tentação, não é?

Mas essa é uma refeição fundamental, que determina o seu apetite e nível de energia ao longo do dia.

Procure fazer boas escolhas, baseando o seu café da manhã em boas gorduras e proteínas.

Alguns exemplos: ovos, frutas, queijos, iogurte, vegetais…

Evite pães, panqueca (geralmente são com açúcar), croissant, granola (também é fonte de açúcar) e sucos em excesso.

4. Evite beliscos

Acho que um dos principais motivos pelos quais eu dificilmente ganho peso em viagens é porque fico tão ocupada que não lancho toda hora.

Na nossa rotina normal, temos muitas vezes horários estipulados para comer.

Não há nada de errado com isso, mas, se pararmos para observar, muitas vezes comemos pelo hábito e não pela fome.

Em viagens, com uma rotina totalmente diferente, acabamos comendo menos vezes ao dia, o que pode ser muito bom.

5. Segure a onda com o couvert

Tá aí uma grande armadilha em restaurantes!

Chegamos geralmente com fome e comemos o couvert sem nem pensar.

Prefira pedir uma entrada como salada, carpaccio, legumes (geralmente são acompanhamento de pratos principais), que são bem mais gostosos e nutritivos do que pão.

6. Não se esqueça dos vegetais

Não é porque você está viajando que vai se esquecer dos vegetais.

Eles saciam, nutrem e ajudam a minimizar o efeito nocivo dos excessos cometidos.

Não deixe de consumir legumes e saladas, sempre que puder.

7. Equilibre o álcool

Se o álcool é algo frequente em suas viagens (#tamojunto kkk), procure equilibrar.

Eu me permito uma taça por refeição (ou uma taça e meia, vai), não mais que isso.

E procuro fazer algumas refeições (geralmente no almoço) sem álcool.

Veja o que funciona para você e não beba sem atenção, pois certamente vai exagerar.

 

8. Mexa-se o quanto puder

Nem toda viagem permite a prática de atividades físicas.

Pelo menos para mim, que viajo com filhos, é assim.

Eu sempre levo roupas e tênis – se encaixar uma corrida ou academia, faço.

Mas sem paranoias.

De quer forma, procuro me mexer ao máximo – andando, nadando ou pedalando.

Pois sei que ficar 100% parada por muito tempo não me faz bem.

9. Leve um chocolate 70% com você

Tá aí uma coisa que não sai da minha bolsa.

Na vontade de um docinho, ele tá ali para salvar!

E chocolate rico em cacau não é “porcaria”, é alimento! Rico em polifenóis, são potentes antioxidantes (oba!).

10. Não deixe de comer a comida local

Aproveite suas férias e não seja radical.

Não deixe de comer a comida local só porque tem mais gorduras ou carboidratos do que você geralmente come.

Ficar passando vontade só vai fazer você descompensar em outros momentos.

Mas não coma só porque é local. Coma se tiver vontade, se for algo de que você gosta ou tem interesse em provar.

Basta equilibrar as outras refeições e não exagerar nas quantidades.

Essas são as minhas dicas para você curtir a sua viagem e não voltar para casa com menos saúde ou mais quilinhos na balança.

Espero que tenham gostado! 🙂

Entenda a diferença entre intolerância e alergia alimentar

Entenda a diferença entre intolerância e alergia alimentar

Saber ouvir os sinais do corpo é fundamental quando se busca saúde. E ele fala através de sintomas. Por fatores diversos, como o aumento da toxicidade no mundo, monotonia alimentar e alguns desequilíbrios orgânicos, é muito comum hoje nos tornamos sensíveis a alguns alimentos. Mas existe uma diferença entre intolerância e alergia alimentar. Para te ajudar a entender, eu expliquei um pouquinho melhor as características de cada uma. Confira!

Intolerância alimentar

Confundir essas duas condições (Intolerância e alergia alimentar) é super normal. Afinal, elas podem ser causadas até pelos mesmos alimentos. Mas as razões que levam o corpo a reagir acontecem por diferentes motivos e têm diferentes consequências.

O leite de vaca e seus derivados, por exemplo, são alimentos que podem desencadear tanto a intolerância quanto a alergia alimentar, mas os sintomas de cada situação são diferentes e é por isso que saber a diferença entre elas é importante.

O que é intolerância alimentar?

A intolerância alimentar é um problema muito comum que pode aparecer em qualquer fase da vida, mesmo que a pessoa tenha comido o alimento causador da intolerância durante muitos anos.

Ela acontece devido a uma deficiência enzimática do sistema digestivo, que faz com que determinado alimento não seja bem digerido, e é por isso que os sintomas causados pela intolerância alimentar são geralmente gastrointestinais.

Na intolerância alimentar, os sintomas costumam ser imediatos, o que facilita o diagnóstico. Veja alguns dos principais sintomas ligados a essa condição:

  • estufamento;
  • diarreia;
  • gases;
  • dor no estômago;
  • vômitos;
  • azia;
  • cólicas.

Uma das intolerâncias mais comuns que conhecemos é a intolerância à lactose. Na ausência da enzima lactase, o açúcar do leite (lactose) não é digerido e fermenta, causando os sintomas.

O que é alergia alimentar?

Já a alergia alimentar é uma reação à partícula proteica do alimento, feita através da ativação do sistema imunológico.

Ela ocorre quando o organismo reage ao alimento ingerido, acreditando ser uma substância agressora e, por isso, cria anticorpos. Essa reação é chamada de tardia, desencadeando sintomas de dois a três dias depois da ingestão – o que dificulta muito o diagnóstico.

Esse tipo de reação é cada vez mais comum e, embora possa não trazer sintomas agudos ou consequências imediatas, pode levar a um estado inflamatório crônico, lesando aos poucos a saúde como um todo.

Entre os principais alimentos ligados a esse tipo de reação estão proteína do leite, soja, trigo, amendoim e até ovos. Sim, ovos são saudáveis para grande parte das pessoas, mas quem não digere bem suas proteínas não terá benefícios em seu consumo.

Muito pelo contrário – os processos inflamatórios causados pela má digestão e absorção desse alimento podem causar, além de sintomas, doenças sérias.

Entre elas estão o aumento da permeabilidade intestinal (algo muito estudado hoje em dia, a famosa “leaky gut”) e uma série de doenças autoimunes (como artrite, lúpus, tireoidite de hashimoto e vitiligo). E isso serve para qualquer alimento que o corpo não digira bem, algo bem individual.

Desafio Low Carb

Possíveis sintomas da alergia alimentar

  • urticária;
  • coceira;
  • descamação ou manchas na pele;
  • inchaço da boca ou dos olhos;
  • olheiras;
  • diarreia e vômitos;
  • dores de cabeça;
  • intestino irritável;
  • inchaço constante.

A alergia alimentar deve ser investigada por meio de testes específicos (mediados por IgG) ou pela dieta de remoção seguida de observação – tire da dieta o alimento suspeito por um período mínimo de um mês, retomando após esse período e observando os sintomas até quatro dias após o consumo.

Se você notar que seu organismo dá alguns sinais de intolerância ou alergia alimentar ao ingerir determinado alimento, procure um profissional para a realização dos exames necessários e obter o diagnóstico do seu caso.

Conhecer o seu organismo e o que faz mal para ele é muito importante para a construção de um plano alimentar que vai atingir completamente seus objetivos nutricionais.
Portanto, fique atento ao seu corpo!

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