Hoje eu queria falar sobre alguns conceitos em nutrição que mudaram completamente.

Você deve se lembrar da pirâmide alimentar – uma forma de orientar a população nas suas escolhas alimentares. E, nesse conceito, o que esteve sempre na base da pirâmide, indicando o grupo alimentar que deveria ser consumido em maior quantidade? O carboidrato, é claro.

E como você pode ver abaixo – as imagens incentivavam o consumo de farináceos de diferentes tipos, como pães, macarrão e farinhas.

Além de recomendar que a nossa alimentação fosse baseada em carboidratos, neste guia alimentar as gorduras estavam no topo, indicando um baixo consumo. E qual foi o resultado dessa orientação na saúde de população?

Infelizmente o resultado foi desastroso: os índices de obesidade e doenças metabólicas só tem AUMENTADO EXPONENCIALMENTE.

E sabe por quê?

Embora algumas pessoas se deem bem com quantidades maiores de carboidratos, o fato é que a maior parte da população não tolera essa proporção. Carboidratos viram glicose no sangue e estimulam a produção do hormônio insulina que, quando disparado com frequência, bloqueia a queima de gordura pelo corpo e causa um “caos” hormonal que resulta em fome constante.

Por isso muitas pessoas perderam sua regulação natural da fome e apetite – comem demais porque estão hormonalmente desequilibradas, justamente pelo tipo de alimentação que levam.

Antes considerado um dos macronutrientes mais importantes para gerar energia no corpo, hoje já é consenso a importância de dosá-lo com sabedoria.

Não estou dizendo que carboidratos não são bons! Nem que você não os deve consumir! Nem que todos são iguais!

Estou dizendo que é importante repensar se não há um exagero no consumo deles. E é por isso que a alimentação “Low Carb” surgiu como um novo conceito alimentar.

É uma nova visão sobre a alimentação, e não apenas mais uma dieta.

Quem me acompanha sabe: nos últimos anos, tenho aprofundado cada vez mais meus estudos sobre esse tema. Embora esteja na moda, “Low Carb” é um conceito que já está bem embasado mundialmente e não é novidade.

Contar calorias?

Sim, contar calorias pode até promover perda de peso a curto prazo, mas é geralmente insustentável a médio e longo prazo. Assim, os resultados são temporários. Quem nunca passou por isso? Fez uma dieta restrita, passou fome, sentiu-se fraco, perdeu peso (de gordura, será?), mas depois ganhou tudo de novo (se não ganhou mais).

Como na estratégia Low Carb as escolhas alimentares promovem o equilíbrio de hormônios responsáveis pelo apetite, é muito mais fácil emagrecer e ter saúde sem sofrer. Um caminho muito mais sustentável para a vida, não é?Mudando o tipo de carboidrato.

Claro que a simples troca de carboidratos refinados (como farinhas brancas) por carboidratos com fibras (como raízes, grãos e farelos) já fazem uma ENORME diferença na saúde.

Mas é fato que às vezes só essa medida não é suficiente, algumas pessoas só obtêm resultados positivos controlando a quantidade total ingerida.

Isso não significa cortar, e sim dosar. 😉

Por isso que eu digo: não faça dietas, encontre um estilo de alimentação que funcione para você.

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