Nutrientes para ansiedade

Nutrientes para ansiedade

Você sofre contra a ansiedade e isso acaba afetando vários aspectos da sua vida?
Você não está sozinho!
Mais de 40 milhões de adultos são afetados por ansiedade hoje em dia.

A boa notícia é que as nossas escolhas alimentares influenciam diretamente o aumento ou diminuição desses sintomas.
Enquanto os alimentos com características inflamatórias (como açúcar, farinha branca, alimentos industrializados, frituras) pioram o quadro, alguns nutrientes podem acalmar e ajudar a modular os sintomas.

Vamos ver alguns deles?

1. Magnésio
Possui a capacidade única de atravessar a barreira hematoencefálica, servindo como guardião do sistema de resposta ao estresse e bloqueando a entrada de hormônios do estresse no cérebro. A deficiência de magnésio está associada ao aumento da ansiedade, por isso é importante manter os níveis sob controle. Boas fontes: espinafre, cacau, abacate, nozes e sementes.

2. Vitaminas do complexo B
A carências em especial das vitaminas B-12, biotina, B-6 e folato, estão associadas aos distúrbios de humor.
Elas são essenciais na produção de neurotransmissores, além de apoiar a sinalização nervosa adequada.
Fontes: Vegetais verdes, sementes, castanhas, salmão e ovo.

3. L-teanina
Serve como um modulador para os neurotransmissores do cérebro, ajudando a equilibrar excessos e deficiências, além de aumentar a clareza cerebral e a concentração. Fontes: Matchá, chá verde, cogumelos.

4. Probióticos e probióticos
Uma flora saudável desempenha um papel na produção de nossos neurotransmissores responsáveis pelo bem estar como a serotonina e o GABA.
Fontes: Probióticos (manipulados individualmente), kombucha, goma acácia, banana verde.

5. L-triptofano
Percussor da serotonina, que nos deixa felizes e de boa. Fontes: Banana, grão de bico, açaí, ovos.

Tudo começa nas escolhas!!

-Inspirado em artigo da Mind Body and Green 😉

FODMAPS – O que é e para que serve?

FODMAPS – O que é e para que serve?

Você já ouviu falar em protocolo FODMAPS para melhora da saúde intestinal?

Apesar de ser um pouco restritivo (e por isso deve ser feito pontualmente) é uma estratégia excelente e muito eficiente para a melhora especialmente de gases e estufamento.

Uso bastante nos meus pacientes que precisam e o resultado é sempre muito positivo.

Os FODMAPS são um conjunto de carboidratos que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas (monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polióis). Esses alimentos, apesar de nutritivos, tem uma característica osmótica (absorvem água) e fermentativa, piorando sintomas de gases e estufamento.

Entre os alimentos FODMAPs estão:
– Frutose (maçã, pêra, melancia, manga, mel);
– Lactose (laticínios);
– Frutanos (trigo, alho, cebola, aspargos fresco, brócolis, repolho);
– Galactanos (leguminosas como feijão, lentilha, soja e grão de bico);
– Polióis (xilitol, couve flor, cogumelos e frutas de caroço como abacate, damascos, cerejas, nectarinas, pêssegos e ameixas).

Sim, tem vários alimentos saudáveis nessa lista!
Por isso é importante (como sempre) uma análise individual e uma aplicação pontual, em fases agudas.

É importante lembrar também que esse protocolo por si só não resolve problemas intestinais mais sérios. Entender a origem dos distúrbios (disbiose, SII, aumento da permeabilidade intestinal) e tratar as causas (dificilmente é uma só) é fundamental para um resultado efetivo e duradouro.

A Nutrição Mudou

A Nutrição Mudou

Hoje eu queria falar sobre alguns conceitos em nutrição que mudaram completamente.

Você deve se lembrar da pirâmide alimentar – uma forma de orientar a população nas suas escolhas alimentares. E, nesse conceito, o que esteve sempre na base da pirâmide, indicando o grupo alimentar que deveria ser consumido em maior quantidade? O carboidrato, é claro.

E como você pode ver abaixo – as imagens incentivavam o consumo de farináceos de diferentes tipos, como pães, macarrão e farinhas.

Além de recomendar que a nossa alimentação fosse baseada em carboidratos, neste guia alimentar as gorduras estavam no topo, indicando um baixo consumo. E qual foi o resultado dessa orientação na saúde de população?

Infelizmente o resultado foi desastroso: os índices de obesidade e doenças metabólicas só tem AUMENTADO EXPONENCIALMENTE.

E sabe por quê?

Embora algumas pessoas se deem bem com quantidades maiores de carboidratos, o fato é que a maior parte da população não tolera essa proporção. Carboidratos viram glicose no sangue e estimulam a produção do hormônio insulina que, quando disparado com frequência, bloqueia a queima de gordura pelo corpo e causa um “caos” hormonal que resulta em fome constante.

Por isso muitas pessoas perderam sua regulação natural da fome e apetite – comem demais porque estão hormonalmente desequilibradas, justamente pelo tipo de alimentação que levam.

Antes considerado um dos macronutrientes mais importantes para gerar energia no corpo, hoje já é consenso a importância de dosá-lo com sabedoria.

Não estou dizendo que carboidratos não são bons! Nem que você não os deve consumir! Nem que todos são iguais!

Estou dizendo que é importante repensar se não há um exagero no consumo deles. E é por isso que a alimentação “Low Carb” surgiu como um novo conceito alimentar.

É uma nova visão sobre a alimentação, e não apenas mais uma dieta.

Quem me acompanha sabe: nos últimos anos, tenho aprofundado cada vez mais meus estudos sobre esse tema. Embora esteja na moda, “Low Carb” é um conceito que já está bem embasado mundialmente e não é novidade.

Contar calorias?

Sim, contar calorias pode até promover perda de peso a curto prazo, mas é geralmente insustentável a médio e longo prazo. Assim, os resultados são temporários. Quem nunca passou por isso? Fez uma dieta restrita, passou fome, sentiu-se fraco, perdeu peso (de gordura, será?), mas depois ganhou tudo de novo (se não ganhou mais).

Como na estratégia Low Carb as escolhas alimentares promovem o equilíbrio de hormônios responsáveis pelo apetite, é muito mais fácil emagrecer e ter saúde sem sofrer. Um caminho muito mais sustentável para a vida, não é?Mudando o tipo de carboidrato.

Claro que a simples troca de carboidratos refinados (como farinhas brancas) por carboidratos com fibras (como raízes, grãos e farelos) já fazem uma ENORME diferença na saúde.

Mas é fato que às vezes só essa medida não é suficiente, algumas pessoas só obtêm resultados positivos controlando a quantidade total ingerida.

Isso não significa cortar, e sim dosar. 😉

Por isso que eu digo: não faça dietas, encontre um estilo de alimentação que funcione para você.

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